Madeleine Colaço

(Madeleine Ribeiro Bonnet Colaço)
1907 – Tanger, Marrocos
2001 – Rio de Janeiro
Francesa, naturalizada brasileira, Madeleine Colaço nasceu no Marrocos de pais franco-americanos. Casada com o escritor português Ribeiro Colaço, o casal transferiu-se para o Brasil em 1940. Estudou a arte da tapeçaria no Marrocos e na França e descobriu o novo ponto de bordado que foi batizado de “Ponto Brasileiro” registrado no “Centre International de la Tapisserie”, em Lausanne, na Suíça.
Em, 1963, pela primeira vez, expôs suas tapeçarias bordadas no Rio de Janeiro e, desde então, realizou mais de 46 exposições individuais ao redor do mundo como no Chateau de Lucens em Lausanne, na Galeria Prinzhorn de Vienna, no Palais des Congrès de Bruxelas, na Maison de l´Amérique Latine de Mônaco,  no Museu do estado de Kansas, EUA, e no Musée d´art Naïf Anatole Jakovsky de Nice, no sul da França, para citar apenas alguns. Entre 1986 e 2007, a galeria Jacques Ardies de São Paulo apresentou suas tapeçarias inéditas em 9 ocasiões.
Na suas palavras, declamou: “A tapeçaria é, para mim, motivo de alegria de viver. É uma arte que nos ensina outras artes: a de ter  paciência, por exemplo, ou de pesquisar. E foi pesquisando que tive a felicidade de criar o "ponto brasileiro" e oferecê-lo a este Brasil que tanto me deu.
“Sua trajetória sempre foi solar, luminosamente disposta ao calor do festivo. Visão sonhada do trópico, as sua tapeçarias são simultaneamente singelas e exuberantes” escreveu Roberto Pontual.

 




Madeleine Colaço was French, born in Morocco to French-American parents, and became Brazilian through naturalization. She was married to Portuguese writer Ribeiro Colaço and moved with him to Brazil in 1940. She studied tapestry in Morocco and in France, and discovered the embroidery stitch which is known as the "Brazilian Stitch" and is registered at the Centre International de la Tapisserie in Lausanne, Switzerland.
She exhibited her tapestries for the first time in Rio de Janeiro in 1963, and from then on, carried out more than 46 solo exhibitions worldwide: at the Chateau de Lucens in Lausanne, at Galerie Prinzhorn in Vienna, at the Palais de Congrès in Brussels, at the Maison de l'Amérique Latine in Monaco, at the Kansas State Museum in the USA, and at the Musée d'Art Naïf Anatole Jakovsky in Nice, France. On nine occasions between 1986 and 2007, Galeria Jacques Ardies in São Paulo held viewings of her new tapestries.
In her words, she declared that: "For me, tapestry is the joy of living.  It's an art that teaches us other arts: (the art of) patience, for example, or (the art of) research. It was through research that I had the good fortune of creating the "Brazilian stitch" and being able to offer it back to Brazil, which has given me so much.”
Roberto Pontual wrote: "Her trajectory has always been sunny, luminously pre-disposed to the warmth of what is festive. Her tapestries, dreamed visions of the tropics, are unpretentious and exuberant at the same time”.