AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS

1927 - Campinas, SP.
1997 – São Paulo – SP
Passou a sua infância e adolescência no campo. Deixou a lavoura para trabalhar em São Paulo em uma fábrica de brinquedos. Por desenhar durante o expediente, foi despedido. Começou então a trabalhar como ajudante de eletricista. Em 1952, vendia seus quadros nas calçadas e assim foi descoberto pelo diretor do Museu de Arte de São Paulo, Pietro Maria Bardi que lhe organizou uma exposição individual naquele importante espaço. “Vi que ali estava um artista de verdade, alguém que conhecia profundamente composição e perspectiva, sem nunca ter estudado. Atendeu a minha demanda de pintar a vista da cidade a partir do topo do prédio do Banespa e ai está a mais bela paisagem de São Paulo que alguém já pintou. Foi nesta ocasião que apelei o Agostinho de Utrillo de São Paulo porque nenhum pintor conseguiu expressar de uma forma tão comovente os seu amor pela cidade.” escreveu o providencial Bardi.
Em 1961, participou da Bienal de Veneza. Apresentou suas obras no Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Museu de Arte Moderna da Bahia e Museu de Arte Moderna de São Paulo. Participou ainda da exposição “O Artista e a Máquina”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Realizou exposição individual importante na conceituadas galerias de arte de Paulo Figueiredo  (1980) e Ricardo Camargo (1985). Participou da coletiva: Cinco Artistas naifs na Galeria Jacques Ardies (1998).

 

He spent his childhood and adolescence working as an agricultural labourer.  He left the fields to work in São Paulo in a toy factory, from where he was dismissed for sketching during working hours. He then went to work as an electrician’s assistant. By 1952, he was selling his paintings on sidewalks and was discovered by Pietro Maria Bardi, Director of the Museu de Arte de São Paulo, who organised a solo exhibition for him in that prestigious space.
“I realized that he was a true artist, someone who had profound knowledge of composition and perspective without having had any formal training. At my request, he painted the view of the city from the top of the Banespa building, producing the most beautiful landscape of São Paulo ever painted. That was when I started to call him the ‘Utrillo of São Paulo’, as no other painter had ever managed to express his love for the city in such a poignant way”, wrote the providential Bardi.
In 1961 he participated in the Biennale di Vennezia. His work was shown at the Museu de Arte Contemporânea de Campinas, at the Museu de Arte Moderna da Bahia and the Museu de Arte Moderna de São Paulo. He also participated in the exhibition O Artista e a Máquina at the Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. He held important solo exhibitions at prestigious art galleries owned by Paulo Figueiredo (1980) and Ricardo Camargo (1985) and participated in the collective exhibition Cinco Artistas Naifs at Galeria Jacques Ardies (1998).